Na primeira aula de um curso sobre ações inovadoras o professor Gil Giardelli nos colocou a atordoante afirmação: “não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras”. Em primeiro momento, não consegui refletir muito sobre a frase, passado algumas palestras, marcadas pela presença de pessoas super inovadoras. A frase continua a me perseguir, mas agora como parte de meus conceitos e de projetos de vida.
Há inovações, como bem disse Gil na primeira aula, que nascem em um momento de crise. E o conteúdo comanda as diretrizes. Em uma sociedade onde as raridades são tempo, espaço e autonomia – é incrível como a inovação se tornou mais praticada no dia-a-dia. A riqueza esta em que sabe aproveitar os avanços tecnológicos para criar ou reinventar processos.
Cesar Pallares começou sua palestra com um pensamento que define de outra maneira inovação, disse não ser o dono da verdade, que não veio trazer o fim e sim o começo, disse que iria colocar pimenta em nossos olhos para abrirmos nosso campo de visão ao inexplorado. Fez um exercício para nos instigar a pensar em inovação para os novos consumos de mídia, na rapidez do quero pra já, na comodidade do querer ficar em casa, na segurança do querer o que confia, na individualidade de não ser o todo mundo e na simplicidade de não querer complicações. Sair do invisível.
Muito bem lembrado por Amyris Fernandez para inovar não podemos esquecer o principio básico da comunicação “o meio é a mensagem”. Já a Valéria Brandini nos ensinou que não usamos internet, consumimos internet - que internet é comunicação. Disse uma frase fabulosa, não há inovação frente a “amplitude do oceano e a profundidade de um pires.”
Na aula que se sucedeu ao Webexpoforum, Gil nos trouxe três palestrantes muito especiais. Mostraram-nos que apesar de toda tecnologia e novas técnicas, não devemos esquecer do be-a-bá inicial, ou seja, não devemos usar velhos mapas para descobrir novas terras porém não podemos esquecer que sem os velhos mapas não chegaríamos até aqui. As teorias antigas são importantes, algumas até fundamentais, e complica quando as esquecemos e começamos a criar um novo caminho sem elas. Pensando e exemplificando pela pequena empresa, quando o processo produtivo não é iniciado pelo Business Plan a tendência é uma falência rápida. De nada serve a inovação em matéria-prima, maquinário, se a estrutura da empresa não tiver calçada.
Na incrível experiência que Algarra nos promoveu, descobrimos que as trocas de experiência provocam a inovação. É que, às vezes inovamos baseados em sentimentos de experiências do passado.
Em um mês uma avalanche de informação sobre inovação, entendi que ela é um processo iniciado por pesquisas ou atividades técnicas que geram conteúdo, a concepção de algo novo, seguido pelo desenvolvimento com colaboração das informações, as mesmas são gerenciados em comunidades resultando na melhora em comercialização de novos produtos ou utilização de novos processos. Mudam uma visão de mundo, fazem ele girar diferentemente.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
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